AI Music
A Serpe
Nrafa4120
10/12/2026

A Serpe
Nrafa4120
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Lyrics
[Intro — Guitarra limpa, som de vento] Ninguém atravessa o rio. Ninguém se atreve a passar. Há uma sombra entre as torres E um monstro a despertar. Na muralha, uma espada. Na estrada, um cavaleiro. Se esta noite alguém cair, Que seja o último guerreiro. [Verso 1] Cresceu a ouvir histórias De uma fera sem perdão, Que arrastava as suas presas Para o fundo da escuridão. Tinha escamas como ferro, Tinha veneno no olhar, E uma língua bifurcada Que fazia a terra tremer ao passar. Chamavam-lhe Serpe, O terror de quem vivia. Onde o seu corpo serpenteava, Nem a erva renascia. Mas o jovem ergueu a espada, Prendeu o medo ao cinturão. Não nasceu para ser lenda, Mas não fugiu da ocasião. [Pré-Refrão — Bateria a crescer] E o céu ficou vermelho, E os sinos começaram a tocar. A Serpe abriu os olhos… E ele não deixou de avançar. [Refrão — Banda completa, voz intensa] Ergue a espada, deixa o aço cantar! Hoje a Serpe vai cair ou o mundo vai tombar! Contra as presas, contra o fogo, contra a escuridão, Um cavaleiro e uma promessa contra a maldição! Se a montanha desabar, não recues outra vez! Se o teu sangue arrefecer, lembra quem tu és! Quando a última escama tocar o chão, Vai nascer uma lenda da destruição! [Verso 2] Encontrou-a junto às ruínas, Enrolada sobre o altar. Tinha séculos nos olhos E mil mortos no olhar. A Serpe ergueu a cabeça, Fez as pedras estremecer. «És tão pequeno, cavaleiro. O que pensas tu fazer?» Ele não deu resposta, Só apertou o punho da espada. E avançou contra a tormenta, Contra a fera adormecida e acordada. O primeiro golpe falhou, O segundo partiu-lhe o escudo. A Serpe envolveu as colunas, E o castelo tremeu por tudo. [Pré-Refrão — Voz rouca, guitarras em crescendo] Já não havia caminho, Já não havia para onde fugir. Só o rugido da Serpe E a vontade de resistir. [Refrão — Banda completa, voz intensa] Ergue a espada, deixa o aço cantar! Hoje a Serpe vai cair ou o mundo vai tombar! Contra as presas, contra o fogo, contra a escuridão, Um cavaleiro e uma promessa contra a maldição! Se a montanha desabar, não recues outra vez! Se o teu sangue arrefecer, lembra quem tu és! Quando a última escama tocar o chão, Vai nascer uma lenda da destruição! [Ponte — Música reduzida, voz quase sussurrada] A Serpe abriu as asas Que ninguém sabia que tinha. E a noite ficou pequena Perante aquela criatura. O cavaleiro caiu de joelhos. A espada escapou-lhe da mão. Por um instante, viu a morte Refletida no seu brasão. Mas ouviu as vozes da aldeia, Ouviu os sinos tocar. E lembrou-se de todos aqueles Que não podiam lutar. Levantou-se uma última vez. Não pediu aos céus perdão. «Se és o terror desta terra, Então acaba aqui a maldição.» [Solo de guitarra — Longo, crescente, com bateria explosiva] [Verso 3 — Voz intensa, ritmo acelerado] Correu por baixo das presas, Desviou-se do fogo ardente. A Serpe golpeou as muralhas, Mas ele avançou novamente. Saltou sobre as ruínas, Subiu pelas escamas de aço. A fera tentou sacudi-lo, Mas ele não largou o seu braço. Ergueu a espada ao alto, O trovão rasgou o céu. E cravou o último golpe Onde a escama se rompeu. Um rugido atravessou os vales. As estrelas deixaram de brilhar. E a Serpe tombou sobre as pedras, Sem forças para se levantar. [Refrão Final — Coros, guitarras e bateria no máximo] Ergue a espada, deixa o aço cantar! Hoje a Serpe vai cair ou o mundo vai tombar! Contra as presas, contra o fogo, contra a escuridão, Um cavaleiro e uma promessa contra a maldição! Se a montanha desabar, não recues outra vez! Se o teu sangue arrefecer, lembra quem tu és! Quando a última escama tocar o chão, Vai nascer uma lenda da destruição! [Outro — Guitarra limpa, voz cansada] De manhã, abriram-se os portões. O rio voltou a correr. E nas pedras do castelo Já ninguém temia morrer. Encontraram a espada partida. Encontraram marcas no chão. Mas do cavaleiro, nem sinal… Só uma escama na sua mão. E dizem que, nas noites de tempestade, Quando o trovão faz a terra estremecer, Se ouvires um rugido entre as montanhas… Não é a Serpe a renascer. É o cavaleiro a responder.
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