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Um mundo a cores
Runesnafael
10/13/2026

Um mundo a cores
Runesnafael
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Lyrics
[Intro — Piano suave, notas espaçadas] Acordava com a manhã, Num quarto da cor do luar. As paredes eram brancas, E nada havia para mudar. Brancas eram as janelas, Branco o céu sobre o jardim. E até as flores mais belas Eram iguais para mim. [Verso 1 — Piano e voz] Havia cães nas ruas, Havia pássaros no ar. Havia árvores tão altas, Sem uma folha a destacar. As casas tinham todas A mesma forma, o mesmo tom. E o silêncio das fachadas Era o som de uma canção. Eu nunca achei estranho, Nunca pensei perguntar Se existia alguma coisa Para além daquele lugar. [Verso 2 — Entra o baixo, discreto] Até encontrar uma pedra Que brilhava ao sol poente. Tinha um vermelho tão intenso Que me fez parar de repente. Toquei-lhe com os meus dedos, Vi a cor ficar na mão. E pintei a minha porta Como quem escreve uma canção. O vermelho foi primeiro, Como um coração a acordar. E, pela primeira vez na vida, Tive algo para recordar. [Refrão — Piano e baixo, voz delicada] E eu vou pintar devagar, Tudo aquilo que eu puder. Dar ao mundo outra maneira De mostrar o que ele é. Vermelho para o coração, Amarelo para o sol, Azul para a imensidão Que se esconde no que é branco. E se a vida era tão clara, Sem princípio nem final, Basta uma cor para mudar O que parecia igual. [Verso 3 — Piano mais luminoso] Depois encontrei o amarelo, Numa pedra junto ao rio. Era quente como um abraço No meio daquele frio. Pintei o teto da cozinha, Pintei as flores do quintal. E o sol, que sempre fora branco, Pareceu-me mais real. Pintei os frutos das árvores, As janelas do vizinho. E deixei pequenas manchas A acompanhar o caminho. Ninguém sabia o que dizer, Mas todos vinham espreitar. Talvez nunca tivessem visto Uma casa a brilhar. [Verso 4 — Baixo mais presente, piano fluido] Por fim, encontrei o azul, Onde a água tocava o chão. Era fundo como um sonho, Era calmo como a solidão. Pintei o rio e as nuvens, Pintei o céu sobre o telhado. E deixei o meu velho quarto Com o teto azulado. Pintei as asas dos pássaros, Dei cor aos animais. E as ruas que eram tão iguais Já não pareciam iguais. O vermelho encontrou o amarelo, E nasceu um novo calor. O amarelo tocou no azul, E o verde cobriu uma flor. O azul abraçou o vermelho, E o violeta apareceu. E o mundo, que era só branco, Descobriu tudo o que era seu. [Refrão — Mais aberto, mas ainda suave] E eu vou pintar devagar, Tudo aquilo que eu puder. Dar ao mundo outra maneira De mostrar o que ele é. Vermelho para o coração, Amarelo para o sol, Azul para a imensidão Que se esconde no que é branco. E se a vida era tão clara, Sem princípio nem final, Basta uma cor para mudar O que parecia igual. [Ponte — Piano quase sozinho] Um dia, parei na rua E olhei tudo à minha volta. As casas já tinham histórias, Cada janela, uma memória. Havia um cão azul a dormir, Uma flor vermelha a crescer, E uma criança a rir Por descobrir o que podia fazer. Foi então que compreendi, Sem precisar de explicar: Eu não tinha mudado o mundo. Tinha-lhe ensinado Que podia mudar. [Refrão Final — Voz suave, baixo quente e piano envolvente] E eu vou pintar devagar, Tudo aquilo que eu puder. Dar ao mundo outra maneira De mostrar o que ele é. Vermelho para o coração, Amarelo para o sol, Azul para a imensidão Que se esconde no que é branco. E se a vida era tão clara, Sem princípio nem final, Basta uma cor para mudar O que parecia igual. [Outro — Piano lento, notas espaçadas] A minha casa ainda é branca, Há paredes por pintar. Mas agora, quando acordo, Tenho cores para escolher. E deixo sempre um pouco de branco… Para o que ainda vou descobrir.
Classical
Soul
Drum & Bass
Peaceful
Chill
Tranquil
Nostalgic
Reflective
Vulnerable
Dark
Soulful
Operatic
Instrumental (No Vocals)
Male Vocals
2020s Modern
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