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Sete vezes eu
Runesnafael
10/12/2026

Sete vezes eu
Runesnafael
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Lyrics
[Intro — Guitarra limpa, voz cansada] Disseram-me: «Não atravesses. Há coisas que não deves provar.» Mas deixaram sete portas abertas E eu quis saber o que havia lá. Uma chave em cada bolso, Sete sombras no corredor. Entrei sem pedir licença… E chamei-lhe liberdade, não temor. [Verso 1 — Gula e Avareza] Primeiro quis mais do que tinha, Mais um copo, mais um sabor. A mesa estava cheia, Mas eu continuava a sentir-me menor. Depois contei as minhas moedas, Fiz do ouro a minha religião. Fechei as mãos sobre tudo E fiquei sem mãos para dar. Quanto mais eu acumulava, Mais tinha medo de perder. Construí paredes à minha volta Só para não me verem tremer. [Pré-Refrão — Bateria a crescer] Sete portas, sete razões, Sete maneiras de me enganar. Eu dizia que estava no controlo… Mas já não sabia como parar. [Refrão — Guitarras distorcidas] Sete vezes eu, sete vezes a cair! Quis ter o mundo inteiro e esqueci-me de existir! Dei um nome a cada sombra, dei-lhes lugar, Agora vivem dentro de mim e não querem sair! Sete vezes eu, sete passos para o fim! Procurei tudo lá fora, perdi tudo em mim! Se os pecados são espelhos, não me deixem olhar… Porque o rosto que me encara já não sei quem será! [Verso 2 — Luxúria e Inveja] Depois quis ser desejado, Quis ser tudo para alguém. Confundi o calor de um instante Com o amor que nunca vem. Fiz promessas sem futuro, Dei o corpo sem pensar. Queria sentir-me infinito, Mas só aprendi a escapar. Então olhei para os outros, Para aquilo que não sou. Cada conquista alheia Era uma ferida que cresceu. Quis as vidas, quis os nomes, Quis o brilho de outra pele. E quanto mais tentava ser alguém, Menos restava de mim nele. [Pré-Refrão — Voz rouca, baixo pesado] Sete portas, sete razões, Sete maneiras de me enganar. Eu dizia que estava no controlo… Mas já não sabia como parar. [Refrão — Guitarras distorcidas] Sete vezes eu, sete vezes a cair! Quis ter o mundo inteiro e esqueci-me de existir! Dei um nome a cada sombra, dei-lhes lugar, Agora vivem dentro de mim e não querem sair! Sete vezes eu, sete passos para o fim! Procurei tudo lá fora, perdi tudo em mim! Se os pecados são espelhos, não me deixem olhar… Porque o rosto que me encara já não sei quem será! [Verso 3 — Soberba] Por fim, subi mais alto, Olhei todos de cima para baixo. Já não precisava de ninguém, Eu próprio era o meu palácio. Não aceitava uma derrota, Não ouvia uma opinião. Se o mundo não me dava razão, O mundo estava errado, então. Vesti o orgulho como armadura, Fiz da arrogância um altar. E quando fiquei sem ninguém, Disse que preferia assim ficar. [Ponte — Ira, música explosiva] Mas a raiva veio primeiro Quando tudo começou a ruir. Parti aquilo que amava Só para não ter de admitir. Gritei contra as paredes, Contra o tempo, contra o céu. Queria culpar toda a gente… Mas o culpado era eu. E agora as sete portas abrem, E as sete sombras vêm jantar. A Gula pede mais um prato, A Avareza quer-me comprar. A Luxúria chama pelo meu nome, A Inveja quer o meu lugar. A Soberba exige uma coroa, E a Ira só me manda gritar. [Pausa — Uma guitarra isolada] E a Preguiça… A Preguiça não diz nada. Só se senta ao meu lado E espera que eu desista de mudar. [Refrão Final — Banda completa, voz quase desesperada] Sete vezes eu, sete vezes a cair! Quis ter o mundo inteiro e esqueci-me de existir! Dei um nome a cada sombra, dei-lhes lugar, Agora vivem dentro de mim e não querem sair! Sete vezes eu, sete passos para o fim! Procurei tudo lá fora, perdi tudo em mim! Se os pecados são espelhos, não me deixem olhar… Porque o rosto que me encara já não sei quem será! [Outro — Guitarra limpa, voz sussurrada] Sete portas. Sete pecados. Sete versões de mim. Amanhã vou abrir a última. Aquela que nunca quis abrir. A porta não tem fechadura. Não tem chave. Não tem nome. Só tem um espelho. E do outro lado… Sou eu outra vez.
Tech House
Lo-fi
Nu-Metal
Honky Tonk
Celtic
Male Vocals
Androgynous Vocals
Instrumental (No Vocals)
Melismatic
Belting
Reverb-heavy
Dry
Rebellious
Fierce
Sinister
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